
Dicas:
- Roteiro: Tenha uma planilha com todos os trajetos diários que irá realizar, onde irá pernoitar, abastecer, etc. Mantenha por garantia uma cópia da planilha salva na internet, se precisar vc baixa e imprime nas paradas (pernoite).
- Parabrisa: Fundamental na proteção contra o vento. Vc pilota por muitas horas e cansa muito menos.
- Banco: Sobre o banco usei uma almofada a ar da Air Hawk. Vc pilota tb por horas sem sentir aquele desconforto na retaguarda.
- Pneus: Troquei pelo modelo "Sirac" da Michelin, pneus resistentes e próprios para longas viagens. O traseiro estava no "osso" quando terminei a viagem, mas aguentou.
- Baús: Utilizei os baús da Givi "nacionais", laterais de 21 litros e um no bagageiro de 46 litros. São muito práticos e resistentes.
- Protetor de Mãos: Não tinha este acessório na moto e senti muita falta, principalmente na ida. Houve partes do trajeto que o frio e o vento eram muito fortes e nem a luva de couro e a luva segunda pele davam conta do recado. A sensação era de que as mãos iriam congelar. Em vários momentos, a ginástica foi grande para mantê-las na posição de pilotagem.
- Combustível: Em função do tanque da XRE ser pequeno (12,4 litros), levei um galão com 10 litros de reserva.
- Consumo: Comecei a viagem fazendo +/- 20 km/l (moto carregada) andando em velocidade de cruzeiro entre 110/120 km/h. Com o forte vento da Patagônia, principalmente depois de Comodoro Rivadavia, o consumo aumentou muito. Houve trechos em que a média foi de 14 km/l. Por isso, motos com pouca capacidade no tanque como a XRE, devem levar um galão extra para evitar imprevistos.
- Roupas: Além do básico (jaqueta, calça, botas e luvas próprias para viagem), utilizei a segunda pele (blusa, calça, balaclava e luvas) da marca Solo (modelo X-Power), bastante resistente ao frio. Nos dias mais frios a temperatura ficava nos 5º C. Na moto com o vento o frio aumentava ainda mais, a sensação era de temperatura negativa. Com a segunda pele, não precisei usar o forro da jaqueta e da calça nenhuma vez.
- Corrente: Utilizei óleo 90 para a lubrificação. Procurava a cada 300/400 km no máximo lubrificar a corrente. Como garantia tinha um tubo de graxa branca para utilizar caso pegasse chuva no trajeto, é muito mais resistente à água dos que os óleos lubrificantes.
- Óleo do Motor: Tinha na bagagem 2 litros de reserva para completar se necessário. Sempre antes de iniciar o trajeto do dia verificava o nível do óleo.
- Mapas: Levei os da "Brasguide". Se não encontrar fácil no Brasil, na Argentina (principalmente nos postos YPF) vc encontra excelentes mapas para comprar.
- GPS: Utilizei um da Garmin (modelo eTrex HCX Vista). Existem mapas da Argentina para download. Útil para vc checar distâncias ou tirar dúvidas do trajeto.
- Marcador de Combustível da Moto: Tb muito útil. Marcava corretamente a quantidade de gasolina no tanque facilitando muito os cálculos da autonomia.
- Documentação: Passaporte ou RG, documento da moto em seu nome e seguro carta verde.
- Aduanas: Em função do movimento e da necessidade de apresentação dos documentos e preenchimento dos formulários, gasta-se +/- uma hora e meia em cada uma delas.
- Policiais: Em toda a viagem passei por vários postos de controle, em nenhum deles fui parado para apresentar documentação. Fui parado somente em alguns onde era feita a verificação na bagagem dos alimentos que por ventura estivesse transportando (controle fitossanitário).
- Dinheiro: A maior parte em pesos argentinos. Tb é bom ter alguns pesos chilenos caso precise abastecer ou coisa do tipo em território chileno. Dólares tb são aceitos com facilidade. Os cartões de crédito são bem aceitos (nos postos de gasolina somente os YPF recebiam sem problemas), porém em hotéis e restaurantes havia uma sobretaxa de 10 a 20%.
- Ruta 3: Um tapete até Ushuaia. Ainda existe o famoso “rípio”, mas somente após a aduana argentina de San Sebastian, são uns 120 km onde vc precisa andar com muito cuidado, mas nada que fuja do controle. Depois disto volta o asfalto até Ushuaia. Vi muitas máquinas e operários trabalhando, acredito que a cada ano o trecho onde há rípio será menor, ficando toda RN3 asfaltada até o "Fin Del Mundo".
- Pilotagem: Os dias nesta época do ano são longos, amanhece por volta das 5h30 e anoitece por volta das 21h30. Iniciar a viagem do dia bem cedo ajuda muito, pois a disposição é bem maior. No período da tarde já começa a aparecer o cansaço normal da pilotagem.
- Alimentação: Tinha sempre na bagagem 2 litros de água e algumas barras de cereais. Se acontecesse algum imprevisto tinha como me manter.